Os desafios da limpeza em megacondomínios

Planejar com antecedência é uma excelente forma de poupar gastos desnecessários nos condomínios. Para adequar e esboçar os custos da limpeza, é necessário analisar a área total a ser limpa, o fluxo de circulação de pessoas, a coleta de lixo e a quantidade de mão de obra adequada a um serviço de qualidade


Segundo dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apartamentos correspondem a mais de 6,1 milhões de domicílios no país, servindo de moradia a 16 milhões de pessoas. Com o aumento da população urbana, que ocorre no Brasil há pelo menos cinco décadas, há uma necessidade cada vez maior de verticalizar as cidades.

Os megacondomínios, que chegam a abrigar cinco, dez, quinze mil pessoas, surgiram da necessidade de deslocar-se menos, aproveitar melhor a metragem quadrada dos espaços e concentrar serviços e lazer em um único local. Tais condomínios representam um desafio para os gestores, e a higiene pode ser considerada o fator principal de toda a questão.

“Planejar com antecedência é uma excelente forma de poupar gastos desnecessários nos condomínios. Para adequar e esboçar os custos da limpeza, é necessário analisar a área total a ser limpa, o fluxo de circulação de pessoas, a coleta de lixo e a quantidade de mão de obra adequada a um serviço de qualidade”, aponta Edgar Segato Neto, presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac).

Alguns dados são impressionantes. O Copan, localizado em São Paulo (SP) e projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer na década de 1950, conta com uma equipe de limpeza de 24 profissionais que se revezam na limpeza de pisos, corredores, elevadores, escadarias e até detalhes como portas, lustres e lâmpadas dos 38 andares da construção.

No condomínio Val Paraíso, em João Pessoa (PB), que possui 1.008 apartamentos, 11 blocos, mais de 4 mil moradores e um centro comercial com 46 lojas, o maior desafio é em relação à coleta de lixo. Aos domingos alguns funcionários têm folga e, coincidentemente, tem-se o maior volume de lixo produzido. Outro ponto é a necessidade de orientação e colaboração, já que o residencial vem tentando eliminar as sacolas de lixo deixadas pelos moradores para serem recolhidas pelos zeladores, item constante no Regimento Interno do condomínio. Além disso, gestores afirmam que o poder público precisa oferecer ‘acordos verdes’ para os condomínios de grande porte, a fim de estimular a coleta seletiva e evoluir na sustentabilidade.

Uma administração consciente e atenta é outro aspecto para evitar problemas na rotina de limpeza dos megaempreendimentos. Os gestores buscam soluções para enfrentar a crise hídrica, por exemplo. Eles afirmam que é possível fazer a limpeza sem desperdiçar água e empenhar-se em alternativas como água de reuso para as piscinas e poços artesianos ou cisternas para as outras áreas dos edifícios.

Sugestões de direcionamento para a pauta

- O desafio do serviço de limpeza e conservação nos megacondomínios brasileiros;
- Como os megacondomínios brasileiros estão administrando a coleta e a destinação do lixo produzido pelos seus moradores?
- Como é a rotina da limpeza desses megacondomínios? Quem são esses profissionais que garantem o bom estado da casa de milhares de moradores e que muitas vezes passam desapercebidos?
- Qual é a qualificação necessária para ser um bom profissional de limpeza de megacondomínios? Quais são as habilidades exigidas além das relacionadas à limpeza?
- Como os condomínios têm se especializado neste sentido?


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Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

Entender Condomínio

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