Assembléia dos terceirizados do DF aprovam novo reajuste salarial e aumento no tíquete alimentação

Diante de um cenário econômico complicado vivido pela população brasileira, milhares de trabalhadores terceirizados do Distrito Federal (DF) aprovaram por aclamação a proposta patronal de reajuste salarial de 10,50% e aumento no tíquete alimentação de R$ 24,00 para R$ 27,50, na Assembléia Geral da Data-Base 2016 realizada no final da tarde dessa quarta-feira 13, no estacionamento do Teatro Nacional de Brasília


Infelizmente, mais uma vez, os patrões se mostraram insensíveis na mesa de negociação e quiseram impor à categoria um descabido reajuste de 0% floreado com o péssimo discurso da garantia do emprego como justificativa. 

Porem, a Comissão de Negociação do Sindiserviços-DF, fez prevalecer a força e a unidade dos mais de cem mil trabalhadores terceirizados que representa no DF, e se manteve inflexível na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores e também garantiram a manutenção das atuais cláusulas sociais e avanços com novas cláusulas que são imprescindíveis para se manter o respeito profissional, social e a qualidade de vida dos prestadores de serviços e seus familiares.

As conquistas da Campanha Salarial de 2016 são retroativas a 1° de janeiro deste ano e o reajuste salarial de 10,50%, que elevará o menor salário da categoria de R$ 952,22 para R$ 1052,20 juntamente com o novo valor do tíquete alimentação que é de R$ 27,50 passará a vigorar a partir do quinto dia útil (05) de fevereiro deste ano juntamente com as clausulas sociais aprovadas, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria.

Assista ao vídeo com a apresentação e a aprovação da proposta pela Assembléia Geral da Data-Base 2016. 

Todo apoio à categoria
Lideranças sindicais filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasília), representantes da CUT Brasil, a deputada federal Ericka Kokay (PT/DF) e o deputado distrital Chico Vigilante (PT/DF), levaram seu apoio á luta dos trabalhadores terceirizados por melhores salários e respeito profissional e social com qualidade de vida.

O coordenador geral do sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Mauro Mendes, ao depositar total apoio à categoria, destacou em sua fala a covarde demissão de 20% dos trabalhadores terceirizados na UnB.

Também disse que muitos já estão de aviso prévio e rechaçou às constantes rotatividades de empresas contratadas no campus da universidade, “elas saem deixam o prejuízo para os trabalhadores”, protestou.

A deputada Ericka Kokay lembrou o sofrimento que passam os milhares de pais e mães que são trabalhadores terceirizados com os constantes atrasos de salários e benefícios praticados por “patrões covardes que não respeitam os direitos dos trabalhadores terceirizados do DF”, disse.

Ericka falou das reuniões que participou na semana juntamente com os diretores do Sindiserviços-DF, para pressionar com a Policia Militar do DF (PMDF) e no Governo do Distrito Federal (GDF) a pagar imediatamente os direitos devidos por empresas contratadas pelo governo na limpeza da PMDF, na merenda escolar e limpeza da educação e na limpeza dos hospitais, vinculados à área da saúde no DF.

Para o deputado Chico Vigilante, que fez questão de frisar que também é um trabalhador terceirizado e que no momento está deputado, parabenizou a unidade aguerrida da categoria liderada pelo Sindiserviços-DF.

Chico disse que esteve visitando os trabalhadores em greve em algumas cidades satélites, e que foi “para fortalecer o movimento grevista licito que reivindica e exige o imediato pagamento dos salários e benefícios devidos para os trabalhadores”, destacou.

Tanto a deputada federal Ericka Kokay quanto o deputado distrital Chico Vigilante, ressaltaram que seus gabinetes sempre estiveram abertos para a luta da categoria e elogiaram a conquista dos trabalhadores terceirizados com o aumento de salário e tíquete alimentação. 

Greve dos terceirizados
A aprovação dos novos valores de reajuste nos vencimentos dos trabalhadores terceirizados para cerca de 800 merendeiras (os) da empresa G & E Serviços, chega num momento em que estão em greve nas regionais de ensino de Planaltina, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria, Samambaia, Gama e Recanto das Emas, por atraso no pagamento do décimo terceiro salário, o salário, tíquete alimentação e vale transporte e a falta do repasse das três ultima parcelas do reajuste salarial do ano passado.

Também estão sem salário, tíquete alimentação e vale transporte do mês os trabalhadores na limpeza de varias escolas publicas e que são empregados da empresa Juiz de Fora.

A greve também atinge a área da saúde, com cerca de quatrocentos trabalhadores terceirizados que estão distribuídos na limpeza e higienização do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Hospital Regional da Ceilândia (HRC), Hospital Regional de Brazlândia (HRB) e Hospital Regional de Samambaia (HRSam), empregados da empresa Ipanema, também estão de braços cruzados devido à falta do pagamento dos vencimentos do mês. 


Os trabalhadores decidiram que só retornarão aos postos de trabalhão na educação e saúde quando seus direitos trabalhistas forem pagos e respeitados.
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Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

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