Calendário nacional de quatro vacinas é alterado

Ministério da Saúde anunciou mudanças nos números de doses e nos esquemas de reforços. Novo cronograma já está em vigor no Distrito Federal

Quatro vacinas estão com esquema e calendário novos em todo o País. O Ministério da Saúde alterou o número de doses contra a pneumonia e o HPV. Além disso, o prazo para reforço da vacina contra a meningite causada pelo meningococo C foi antecipado, e a terceira dose de combate à poliomielite passa a ser injetável, e não oral, como as duas primeiras doses. O novo cronograma já vigora nos postos de saúde do Distrito Federal (veja a tabela).

A partir de agora, meninas de 9 a 13 anos receberão duas doses da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), com intervalo de seis meses. Antes, o esquema vacinal era de três doses. A mudança não inclui mulheres de 9 a 26 anos que convivam com o vírus HIV. Estas continuarão recebendo as três doses.

De acordo com o ministério, estudos recentes embasaram a alteração, pois mostraram que o esquema em duas doses em meninas saudáveis de 9 a 14 anos teve resposta de anticorpos não inferior quando comparada à imunização de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses.

Para os bebês, houve redução nas doses da vacina que protege contra a pneumonia, a pneumocócica 10-valente. Em vez de três, ela passará a ser aplicada em duas doses — a primeira, aos 2 meses, e a segunda, aos 4 meses.

O reforço deve ser feito, preferencialmente, aos 12 meses, mas pode ser administrado até os 4 anos. A terceira dose da pneumocócica, que foi cortada, era tomada aos 6 meses. Bebês que já receberam outras doses também estão no calendário atual: têm de pular a terceira dose e tomar o reforço na idade informada. A eficácia, segundo o ministério, é a mesma.

Pólio
A terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos 6 meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. Assim, todas as três doses de combate à paralisia infantil serão com vacina inativada, na forma injetável. Já os reforços continuam por via oral. As datas de vacinação não se alteram: as doses continuam aos 2, 4 e 6 meses; e os reforços, aos 15 meses e aos 4 anos. Crianças que já receberam a terceira dose da pólio por via oral devem seguir para os reforços normalmente.

Na vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra a meningite causada pelo meningococo C, a mudança foi na data do reforço. Antes aplicado aos 15 meses, passa, preferencialmente, para os 12 meses, podendo ser tomado até os 4 anos. A imunização continua em duas doses, aos 3 e aos 5 meses.

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Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

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