As funções da pessoa que representa o condomínio

Veja as funções da pessoa que representa o condomínio em tudo com dicas e perfis 

Quem é? O síndico é o representante civil, criminal, legal, previdenciário, trabalhista e tributário do condomínio.

O que faz? Assina contratos, convoca assembleias, elabora orçamentos, impõe multas, lida com demandas e reclamações dos moradores, zela pelo patrimônio do condomínio, cumpre e faz cumprir a convenção do prédio, o regimento interno e as decisões da assembleia.

O que deve saber? É preciso ter conhecimentos mínimos de administração, direito imobiliário, engenharia, informática, legislação e recursos humanos.

Quanto ganha? Há síndicos que não ganham nada e há outros que recebem salários, que variam de R$ 1.500 a R$ 16 mil, de acordo com o perfil do condomínio e a experiência do profissional.

SOLUÇÕES E DICAS PARA ADMINISTRAÇÃO DE UM CONDOMÍNIO:

1. Segurança - O síndico deve checar as credenciais da empresa de segurança, conferir a eficácia de alarmes, câmeras e portões.

2. Organização - Ele pode manter uma “check-list” pautada por datas de vencimento. Assim, controla prazos, férias de funcionários, recarga de extintores etc.

3. Hora certa - O ideal é não aceitar reclamações verbais nos corredores ou em casa. Ele pode criar um horário de atendimento, como na manhã de sábado.

4. Inadimplência - Se for preciso, ele pode entrar na Justiça para cobrar a dívida dos condôminos que não pagam suas contas em dia.

5. Sacada - Objetos jogados ou derrubados acidentalmente (vasos) são problemas frequentes. Se o responsável não for identificado, o síndico responde pelos danos.

6. Reuniões - Ele deve avisar a data das reuniões com antecedência enviando cartas ou colando avisos nas áreas comuns.

7. Crianças - Brigas ou atos de vandalismo devem ser combatidos pelo síndico, que pode marcar reuniões com os pais para discutir os atos dos filhos.

8. Cigarro - Segundo a lei de 2011, é proibido fumar em áreas como hall e jardins. Quando a fumaça vem do vizinho, o síndico pode intervir para melhorar a situação.

9. Sustentabilidade - Ele pode propor soluções para reduzir o consumo de água e luz, além de iniciativas como coleta seletiva, compostagem e recolhimento de lixo eletrônico.

10. Cães - A maioria dos condomínios permite animais “desde que não incomodem os vizinhos”. O síndico pode elaborar regras e submetê-las à assembleia.

11. Contas - Transparência é tudo. Ele deve publicar mensalmente os balancetes contendo despesas, receitas, dívidas e saldos do condomínio.

12. Brigas - Acusações de calúnia e injúria são comuns entre vizinhos. Antes da ida para o tribunal, o síndico pode tentar conciliar as partes.

13. Barulho - A maioria estipula o horário entre 22h e 8h como período de silêncio. Cabe ao síndico repreender os baladeiros e aplicar multas.

14. Documentos - É dever cuidar da situação legal, como a atualização do CNPJ na Receita. Os papéis também merecem atenção: por ano, são gerados mil novos documentos.

15. Canos - Se for vazamento de um apartamento, o morador deve ser alertado para resolver o problema com agilidade.

16. Diálogo - É bom ter um canal de comunicação com os moradores. Vale manter um site, lista de transmissão do WhatsAPP, fixar recados no elevador e até o tradicional livro de críticas e sugestões.

17. Reformas - Os moradores devem informar a realização de obras significativas, como a remoção de paredes, com declaração assinada por um engenheiro ou técnico.

18. Carros - Ele deve advertir o morador em caso de vazamento de óleo, por exemplo. O sorteio das vagas também deve ser comandado por ele

OS PRINCIPAIS TIPOS DE SÍNDICOS:

O DITADOR - Maneja o regimento interno ao bel-prazer, dita novas regras arbitrariamente e tem sempre a carta da “autoridade” na manga. Pensa que é o dono do pedaço.

O DEMOCRÁTICO - No extremo oposto do autoritarismo, quer submeter todas as decisões a uma assembleia, pede ideias aos moradores e se preocupa com pesquisas de opinião.

O CONCILIADOR - O bom-moço pretende transformar o condomínio em um espaço para a política da boa vizinhança. Quer emplacar a ideia de “grande família” no prédio.

O ECOLÓGICO - É uma das novidades. Antenado com as questões ambientais, preocupa-se com consumo de água e energia elétrica, coleta seletiva do lixo e reciclagem.

O PROFISSIONAL - Chamado de “administrador”, é preparado para administrar o prédio como empresa. Por não morar ali, toma decisões mais objetivas.

SAIBA COMO ESCOLHER BEM NA HORA DE VOTAR:

Arte da política - Analise a personalidade do candidato. Ele pode ser carismático, mas não manjar nada de administração. Ou pode ser chato e autoritário, mas saber tudo de economia e finanças. Quem você prefere?

Ficha limpa - Confira as credenciais do síndico. Se for um morador, converse com amigos e vizinhos para confirmar a idoneidade do candidato. Se for um síndico profissional, peça o currículo.

Popularidade - Se o síndico quiser tentar a reeleição, pesquisas de opinião são bem-vindas para analisar os pontos positivos e negativos. Assim, o candidato pode alinhar a gestão às demandas dos condôminos.

Promessas de campanha - Pergunte quais são as propostas do aspirante a novo síndico. Tem um plano de administração? Tem um cronograma realista de metas e projetos para o ano?

Transparência - É um fator decisivo. Confira se o síndico consulta o conselho do condomínio, convoca os moradores para reuniões e apresenta contas sem pestanejar. Cobrar transparência é um direito do morador.
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Por Movimento dos Comunicadores do Brasil

Entender Condomínio

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