Adotar regras básicas de convívio é essencial para viver em comunidade

Conviver bem em comunidade pode ser complicado em alguns momentos, principalmente para quem mora em condomínio. O desrespeito de regras simples por parte de alguns moradores pode incomodar os vizinhos, e é aí que a gestão deve entrar

Oliveira busca resolver as questões do Villaggio com diálogo
O Villaggio, onde Eduardo Oliveira é subsíndico, tem 22 casas, e, como em todo condomínio, ele tem de lidar com pequenos problemas diariamente para manter a ordem da convivência.

“Quando ocorrem situações desagradáveis, chamamos a atenção do morador, através do diálogo, e costuma resolver”, diz Eduardo. Caso o problema persista, outras medidas são tomadas. “Se ele for avisado e continuar cometendo a infração, partimos para a advertência”, completa.

Kelson Fernandes, presidente do Sindicato de Habitação (Secovi), diz que pelo condomínio possuir um regulamento interno em que normalmente consta como os moradores devem se portar, eles também são responsáveis por resolver a penalidade, e cabe ao síndico notificar e verificar se a regra está sendo cumprida. “Se não há regimento interno, a orientação é recorrer ao que diz a lei e aos órgãos competentes para resolver o problema”, afirma Kelsor.

Segundo Osvaldo Pereira, administrador do Condomínio Leon Tolstoi, a comunicação lá é boa e, como os moradores estão sempre cientes daquilo que pode e não pode ser feito, as queixas não são tão recorrentes. Ele afirma que a utilização de câmeras também é um ponto importante, porque caso algo aconteça e ninguém assuma a responsabilidade, é possível saber quem foi o morador e assim fazer o que for mais adequado.

Queixas comuns

Som alto, crianças na piscina, estacionamento e animais soltos são as principais queixas dos condôminos. Eduardo conta que, ao utilizar a piscina, muitas crianças vêm direto da praia e entram sem passar no chuveiro antes, levam alimentos e bebidas, o que não é permitido, e isso acaba gerando reclamações.

“Quando chega um novo morador, sempre acontece de essas regrinhas não serem respeitadas, mas logo ele consegue entender como as coisas funcionam”, explica. “Acontece também de ultrapassarem o limite do som quando fazem festas no quiosque, por exemplo”, destaca o subsíndico.

Pensando nisso, o Secovi criou uma espécie de cartilha, o guia da boa convivência em condomínios, em que lista os principais motivos de incômodo, como barulho, animais, festas e piscina, e traz várias orientações. Esse material foi distribuído nos condomínios e ainda está disponível para quem tiver interesse. Dicas para quando estiver fazendo uma festa, como se portar com o cachorro ao usar o elevador e como descartar o lixo corretamente são alguns dos pontos abordados pela Secovi.

Principais orientações

Algumas empresas de administração de condomínio também fazem esse trabalho, como a Solução e Cia, que cria conteúdos que são colocados nos elevadores a cada mês. De acordo com o supervisor de marketing, Roney Santos, as pautas surgem a partir das demandas dos síndicos. “Quando tem algo pontual acontecendo em algum condomínio e vemos que pode servir para outros, produzimos um material específico. Mas, às vezes, abordamos assuntos mais gerais, como o desperdício de água”, explica.

Como não tem elevador, os avisos são passados via WhatsApp, no caso do condomínio de Eduardo. “Temos um grupo que usamos para dar recados gerais, o que facilita as coisas e todo mundo vê”, diz.

Cartazes com avisos e orientações em pontos estratégicos é a tática de Osvaldo para que todos fiquem sabendo o que acontece no condomínio. “Também mandamos tudo por e-mail, colocamos no site, e o resultado costuma ser bem positivo”, conta.

Fonte: A Tarde
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Por Paulo Melo

Entender Condomínio

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