Problema das lives: Maior entretenimento da quarentena gera conflitos

Sons das lives ecoam das residências na quarentena


Devido à quarentena as pessoas estão passando mais tempo em casa, e consequentemente o barulho tem aumentado. O fenômeno das lives é um grande adendo a essa situação. Com apresentações online que vão de cantores de sertanejo até DJs, muita gente tem vivido essas experiências como se estivessem em um show. Com altos volumes tanto na música quanto ao cantar acompanhando a música. Por isso os síndicos têm ressaltado o limite de horário e volume estabelecidos pela lei do silêncio, 5.354/98, e as ações que os condôminos devem exercer diante do incômodo.

O síndico profissional Wagner Araújo conta que nos condomínios que administra as pessoas estão sendo empáticas e não têm acontecido problemas com relação a altos volumes de músicas fora do horário-limite que é até as 22 horas.


“As pessoas estão respeitando os horários, especialmente se tem crianças nos apartamentos próximos. Quando não se tem crianças, temos visto muito as pessoas deixarem os vizinhos ouvirem música até um pouco mais tarde, porque entendem que estamos passando por uma situação atípica de muita pressão”, afirma Wagner.

Esse é o caso da técnica de operações Fernanda Melo, que tem assistido às lives musicais até o amanhecer, mas não recebeu nenhuma reclamação dos vizinhos. “Uso as lives e a música para me divertir e me distrair de toda essa situação. Já recebi reclamações antes, mas desde o início da quarentena não”, conta Fernanda.

Wagner conta que quando ocorrem problemas nos condomínios em que trabalha, no máximo, os condôminos têm pedido para os vizinhos apenas abaixarem um pouco o volume e não que cessem a música. O síndico profissional pontua que diante de situações de excesso o recomendado é ligar para a portaria do condomínio e pedir para que conversem com o causador do incômodo.

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Quem também recomenda essa estratégia é a síndica profissional da empresa Elitte Síndicos Profissionais Tatiana Nascimento. Ela fala que o ideal é que alguém intermedeie o contato e que o síndico ou funcionário do prédio tente resolver o problema por meio de conversa.


“O diálogo direto entre os moradores pode acabar gerando mais estresse, então recomendo que o síndico, que é uma pessoa neutra, converse e tente aliviar a situação conscientizando o causador do barulho”, expõem Tatiana.

Ela afirma que o maior problema tem sido o volume que os moradores têm escutado missas e cultos, mas não tem sido nada que gere grandes problemas. “Tem muita gente trabalhando de home office e o barulho pode incomodar, felizmente, no geral, as pessoas têm tido consciência da atual situação”, diz a síndica.
Respeito às regras

O síndico Paulo Marinho ressalta a importância da lei do silêncio, que põem 70 decibéis como volume permitido entre as 7 e as 22 horas, e de 60 decibéis das 22 às 7 horas.


“O respeito às regras é mais importante que nunca! As pessoas estão passando mais tempo em casa devido à quarentena, ouvindo música, assistindo a lives, por isso tem sido gerado um ruído maior que o normal, mas é preciso ficar atento às regras. O direito de um termina onde o do outro começa”, ressalta Paulo.

O síndico acredita que em uma situação de incômodo a primeira ação deve ser por meio do diálogo entre os vizinhos, em que o vizinho deve explicar seu incômodos. Se não der jeito, Paulo recomenda que se chame o síndico ou a portaria para que converse com o outro condômino. “Se a ação continuar se repetindo constantemente, é preciso considerar a aplicação de multa. Como última medida caso nada dê jeito e ação continue se repetindo o condômino está no direito de chamar a polícia”, pontua o síndico.

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Por Colibri Comunicação

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